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Índice de Incapacidade de Oswestry (ODI)

O ODI mede quanto a dor lombar atrapalha o dia a dia, em 10 seções. Aqui você vê para quem serve, como calcular o percentual, como ler o resultado e a partir de quanto a mudança conta como melhora.

Atualizado em

Mede
Incapacidade pela dor lombar
Itens
10 seções, 6 alternativas cada
Tempo
Cerca de 10 minutos
Resultado
0 a 100%, quanto menor, melhor

O que o ODI avalia

O Índice de Incapacidade de Oswestry avalia o impacto da dor lombar nas atividades do dia a dia, como cuidados pessoais, levantar peso, caminhar e dormir. O paciente responde pensando no dia de hoje, sem período retroativo.

É indicado para dor lombar, lombociatalgia, hérnia de disco, estenose lombar, dor lombar crônica e pós-operatório de coluna. A versão brasileira foi adaptada e validada por Vigatto e colaboradores (2007).

Como o questionário é organizado

São 10 seções: intensidade da dor, cuidados pessoais, levantar pesos, andar, sentar, ficar em pé, sono, vida sexual, vida social e viagens. Em cada uma, o paciente marca a única afirmação que mais se parece com a situação dele hoje.

  • Cada seção tem 6 alternativas, que valem de 0 a 5 pontos.
  • A seção de vida sexual tem também "Não se aplica". Marcada, ela sai do cálculo.

Como calcular o ODI

Some os pontos das seções respondidas e divida pelo máximo possível, que é o número de seções respondidas vezes 5. Multiplique por 100 para ter o percentual.

Com as 10 seções respondidas e 18 pontos, o ODI é 18 ÷ 50 × 100 = 36%. Se a seção de vida sexual ficou como "Não se aplica", o máximo passa a 45: os mesmos 18 pontos dão 40%.

Quanto muda para ser melhora

O consenso de Ostelo e colaboradores (2008) aponta 10 pontos de queda como mudança clinicamente importante no ODI. O DeFisio usa esse número: uma queda de 10 pontos ou mais em relação à primeira aplicação aparece como melhora.

Piora de 10 pontos não vira alerta por esse número. Ela aparece na variação e fica para a leitura do fisioterapeuta.

Como ler o resultado

ResultadoLeitura
0 a 20%Incapacidade mínima
21 a 40%Incapacidade moderada
41 a 60%Incapacidade intensa
61 a 80%Incapacidade grave
81 a 100%Incapacidade extrema

Faixas da versão original (Fairbank, 1980). Sempre interprete junto com a avaliação do fisioterapeuta.

Referências

  1. Fairbank JC, Couper J, Davies JB, O'Brien JP. The Oswestry low back pain disability questionnaire. Physiotherapy. 1980;66(8):271-3.
  2. Fairbank JC, Pynsent PB. The Oswestry Disability Index. Spine. 2000;25(22):2940-52.
  3. Vigatto R, Alexandre NMC, Correa Filho HR. Development of a Brazilian Portuguese version of the Oswestry Disability Index: cross-cultural adaptation, reliability, and validity. Spine. 2007;32(4):481-6.
  4. Ostelo RW, Deyo RA, Stratford P, et al. Interpreting change scores for pain and functional status in low back pain: towards international consensus regarding minimal important change. Spine. 2008;33(1):90-4.
Dúvidas

Perguntas frequentes

O que o ODI avalia?

O impacto da dor lombar nas atividades do dia a dia, em 10 seções: intensidade da dor, cuidados pessoais, levantar pesos, andar, sentar, ficar em pé, sono, vida sexual, vida social e viagens. O resultado vai de 0 a 100%, e quanto menor, melhor.

Como se calcula o ODI?

Soma dos pontos das seções respondidas, dividida pelo número de seções respondidas vezes 5, multiplicada por 100. Com 18 pontos nas 10 seções, o ODI é 36%.

Quanto o ODI precisa cair para ser melhora?

10 pontos ou mais em relação à primeira aplicação, pelo consenso de Ostelo e colaboradores (2008). É o número que o DeFisio usa para mostrar melhora.

Dá para aplicar o ODI pelo celular do paciente?

Dá. No DeFisio você manda o questionário por link, o paciente responde no celular e o percentual entra calculado no prontuário, com a evolução no gráfico.

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