LEFS: escala funcional do membro inferior
A LEFS mede a dificuldade em 20 atividades para quem tem problema em qualquer parte do membro inferior, do quadril ao pé. Aqui você vê como pontuar, como ler o total de 0 a 80 e quanto precisa subir para ser melhora.
Atualizado em
- Mede
- Função do membro inferior
- Itens
- 20 atividades
- Tempo
- Poucos minutos
- Resultado
- 0 a 80 pontos, quanto maior, melhor
O que a LEFS avalia
A Lower Extremity Functional Scale avalia a dificuldade em 20 atividades do dia a dia, do trabalho, do lazer e do esporte, em pessoas com problema em qualquer região dos membros inferiores: quadril, joelho, tornozelo ou pé.
Por servir a qualquer região, é uma boa escolha quando o paciente tem mais de uma queixa na perna ou quando você quer comparar pacientes com problemas diferentes. A versão brasileira é de Metsavaht e colaboradores (2012).
Como pontuar a LEFS
Cada atividade vale de 0, extremamente difícil ou incapaz, a 4, sem dificuldade. O total é a soma e vai de 0 a 80 pontos. Quanto maior, melhor.
O resultado é um só: a LEFS não tem escore por região nem por tipo de atividade. Para mostrar em percentual, divida o total por 80 e multiplique por 100.
Quanto muda para ser melhora
O estudo original de Binkley e colaboradores (1999) aponta 9 pontos como diferença clinicamente importante. Na versão brasileira, diferenças abaixo de 9,9 pontos podem ser erro de medida (Metsavaht, 2012).
Por isso o DeFisio considera melhora um aumento de 10 pontos ou mais no total, em relação à primeira aplicação.
Como ler o resultado
| Resultado | Leitura |
|---|---|
| 0 a 4% | Limitação completa |
| 5 a 50% | Limitação grave |
| 51 a 75% | Limitação moderada |
| 76 a 95% | Limitação leve |
| 96 a 100% | Nenhuma limitação |
A LEFS não tem faixas validadas. Estas, sobre o percentual, seguem os qualificadores da CIF, adotados como convenção pelo DeFisio.
Referências
- Binkley JM, Stratford PW, Lott SA, Riddle DL. The Lower Extremity Functional Scale (LEFS): scale development, measurement properties, and clinical application. Phys Ther. 1999;79(4):371-83.
- Metsavaht L, Leporace G, Riberto M, et al. Translation and cross-cultural adaptation of the lower extremity functional scale into a Brazilian Portuguese version and validation on patients with knee injuries. J Orthop Sports Phys Ther. 2012;42(11):932-9.