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DASH: Disfunções do Braço, Ombro e Mão

O DASH mede sintomas e limitação do membro superior, do ombro à mão, num escore de 0 a 100. Aqui você vê como calcular, como ler o resultado, o que fazer com os módulos opcionais e quanto precisa cair para ser melhora.

Atualizado em

Mede
Função e sintomas do membro superior
Itens
30 itens, mais 2 módulos opcionais de 4
Tempo
Cerca de 10 minutos
Resultado
0 a 100, quanto menor, melhor

O que o DASH avalia

O questionário Disfunções do Braço, Ombro e Mão mede o impacto de problemas no braço, ombro, cotovelo, punho e mão sobre o dia a dia, o trabalho, o lazer e a qualidade de vida.

É indicado para dor no ombro, lesões do manguito rotador, instabilidade do ombro, epicondilalgia, lesões de cotovelo, tendinites, síndrome do túnel do carpo, fraturas e pós-operatório de membro superior. O paciente responde pensando na última semana, e não importa com qual mão ou braço ele faz a tarefa. A versão brasileira é de Orfale e colaboradores (2005).

Como o questionário é organizado

São 30 itens que formam um único escore. Os grupos abaixo só descrevem os itens, não são subescores:

  • Itens 1 a 21: dificuldade em atividades físicas do dia a dia.
  • Itens 22 e 23: participação social e trabalho.
  • Itens 24 a 28: sintomas, como dor, formigamento, fraqueza e rigidez.
  • Itens 29 e 30: sono e impacto psicológico.
  • Módulos opcionais de Trabalho e de Esporte ou Música, com 4 itens cada, só para quem trabalha ou pratica.

Como calcular o DASH

Cada item vale de 1 a 5. O escore é ((soma ÷ número de itens) − 1) × 25 e vai de 0, a melhor função possível, a 100, a maior limitação possível.

Com os 30 itens respondidos e soma 75, a média é 2,5 e o DASH é (2,5 − 1) × 25 = 37,5. Cada módulo opcional tem escore próprio, pela mesma fórmula sobre os seus 4 itens, e não entra no escore principal.

Quanto muda para ser melhora

Gummesson e colaboradores (2003) encontraram diferença clinicamente importante de 10,8 pontos, e outros estudos chegam a 15. O DeFisio mostra melhora a partir de 10,8 pontos de queda em relação à primeira aplicação.

Como ler o resultado

ResultadoLeitura
0 a 4Nenhuma limitação
5 a 24Limitação leve
25 a 49Limitação moderada
50 a 95Limitação grave
96 a 100Limitação completa

O DASH não tem faixas validadas. Estas seguem os qualificadores da CIF, adotados como convenção pelo DeFisio. Pontuação alta indica maior impacto funcional, não necessariamente lesão grave.

Referências

  1. Hudak PL, Amadio PC, Bombardier C. Development of an upper extremity outcome measure: the DASH (disabilities of the arm, shoulder and hand). Am J Ind Med. 1996;29(6):602-8.
  2. Orfale AG, Araújo PMP, Ferraz MB, Natour J. Translation into Brazilian Portuguese, cultural adaptation and evaluation of the reliability of the Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand Questionnaire. Braz J Med Biol Res. 2005;38(2):293-302.
  3. Gummesson C, Atroshi I, Ekdahl C. The disabilities of the arm, shoulder and hand (DASH) outcome questionnaire: longitudinal construct validity and measuring self-rated health change after surgery. BMC Musculoskelet Disord. 2003;4:11.
Dúvidas

Perguntas frequentes

Como se calcula o DASH?

Cada item vale de 1 a 5. O escore é ((soma ÷ número de itens) − 1) × 25, de 0 a 100. Com 30 itens e soma 75, o DASH é 37,5.

No DASH, nota alta é bom ou ruim?

Ruim. 0 é a melhor função possível e 100, a maior limitação possível.

Os módulos de Trabalho e Esporte entram no escore?

Não. Cada módulo opcional tem escore próprio, pela mesma fórmula sobre os seus 4 itens, e fica separado do escore principal.

Quanto o DASH precisa cair para ser melhora?

A literatura aponta de 10,8 a 15 pontos. O DeFisio mostra melhora a partir de 10,8 pontos de queda em relação à primeira aplicação.

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