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Prontuário de fisioterapia: papel ou eletrônico

Papel ou sistema, o prontuário de fisioterapia segue as mesmas regras do COFFITO. Aqui está o que ele precisa ter, por quanto tempo guardar e o que muda, na prática, entre um e outro.

Atualizado em

O que todo prontuário precisa ter

A Resolução COFFITO nº 414/2012 define o conteúdo mínimo do prontuário fisioterapêutico, seja em papel ou eletrônico:

  • Identificação do paciente.
  • História clínica: queixa principal, hábitos de vida, história da doença, antecedentes e tratamentos já feitos.
  • Exame clínico e físico, pela semiologia fisioterapêutica.
  • Exames complementares, os que o paciente trouxe e os que você pediu.
  • Diagnóstico e prognóstico fisioterapêuticos.
  • Plano terapêutico, com objetivos e número provável de atendimentos.
  • Evolução de cada atendimento, com as intercorrências.
  • Identificação do fisioterapeuta, com CREFITO e data.

Por quanto tempo guardar

No mínimo 5 anos a partir do último registro. O prazo pode ser maior por lei, por decisão judicial ou quando o caso pedir. Depois dele, o descarte precisa garantir o sigilo, e dá para manter uma cópia digitalizada.

O prontuário fica em local que garanta sigilo, e o paciente tem direito de acessá-lo e de receber as explicações para entender o que está escrito.

E no atendimento domiciliar

A resolução manda guardar o prontuário na casa do paciente, com a orientação de sigilo para a família. Você pode manter uma cópia com você, com a assinatura do paciente atestando o atendimento, e tirar cópia integral ao fim do tratamento.

Papel ou eletrônico, na prática

As duas formas valem. A diferença está no dia a dia:

  • Busca: no papel, achar a avaliação de 2 anos atrás é abrir pasta por pasta. No sistema, é digitar o nome.
  • Legibilidade: a resolução exige registro legível. Letra apressada no fim do dia é risco no papel.
  • Guarda: 5 anos de pastas ocupam armário e somem num vazamento ou mudança. No sistema, depende de cópia de segurança e criptografia.
  • Acesso: o papel fica na clínica. O eletrônico abre no celular, inclusive na casa do paciente.
  • Evolução em número: no papel, comparar escalas é refazer a conta. No sistema, o gráfico já sai pronto.

O que conferir num prontuário eletrônico

  • Cada pessoa da equipe com o próprio login, nada de senha compartilhada.
  • Registro com o nome e o CREFITO de quem escreveu.
  • Dados de saúde cifrados e tráfego protegido.
  • Como exportar os seus dados se você decidir sair.

Referências

  1. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Resolução COFFITO nº 414, de 19 de maio de 2012, arts. 1º a 6º. DOU de 23/05/2012.
Dúvidas

Perguntas frequentes

Fisioterapeuta pode usar prontuário eletrônico?

Pode. A Resolução COFFITO nº 414/2012 aceita registro manuscrito ou eletrônico, desde que legível e com nome completo e CREFITO de quem registrou.

Por quanto tempo guardar o prontuário de fisioterapia?

No mínimo 5 anos a contar do último registro, podendo ser mais por lei, por decisão judicial ou quando o caso pedir.

O paciente pode pedir o prontuário?

Pode. Os dados pertencem ao paciente, e a resolução proíbe negar o acesso a ele ou ao responsável legal, salvo quando isso trouxer risco ao paciente ou a terceiros.

Onde fica o prontuário no atendimento domiciliar?

Na casa do paciente, com orientação de sigilo para a família. O fisioterapeuta pode manter uma cópia consigo.

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